O xixi da velha

30 maio

Este sonho envolve vontade de fazer xixi, uma velha arrogante, comoção pública, mentira e decepções. E olha que nem é filme da Sessão da Tarde.

Como o sonho começa eu não me lembro. Só sei que a parte emocionante começa em um banheiro público, como esses de shopping. Se você conhece bem um desses, sabe que todas as cabines do feminino geralmente ficam ocupadas, como estavam, e uma leve fila de mulheres apertadas aguardava pela liberação de um sanitário. Só que, entre essas mulheres apertadas para fazer xixi, eu era a mais desesperada. Era uma vontade incontralável.

Finalmente, vagou uma cabine. Fui loucamente fazer um pips (calma, foi só no sonho, não rolou xixi na cama). E, enquanto eu estava lá matando quem me matava, a velha que estava atrás de mim na fila se manifestou. Ela veio brigar comigo porque eu não deixei que passasse à frente. Ela queria prioridade escatológica. Eu ainda não tiha visto isso em banheiros. Mas de qualquer forma, se eu nem estivesse tão apertada talvez cederia o lugar. Mas com a necessidade TENSA, era impossível.

Fui gentil e respondi exatamente isso, justificando o fato com a minha extrema necessidade. Mas não adiantou. A rabugenta estava afim mesmo de brigar. Começou a fazer altas grosserias e me ameaçar, dizendo que ia contar pra todo mundo que eu a agredi e não sei mais o quê. Aquilo começou a me irritar profundamente.

Até que a velha (que era beeeeem rechonchuda) soltou uma frase do tipo “Anda logo porque eu estou com fome e preciso almoçar”. Eu, que sempre defendi gordinhos e oprimidos, no sonho me rebelei contra aquela velha antipática e disse algo que seria o pisão no calo: “por isso que a senhora é desse tamanho, só pensa em comer”.

GENTEM. Aquilo foi a gota d’água pra bruxa do xixi. Ela saiu do banheiro correndo e, sabe-se lá como, conseguiu reunir uma multidão na saída, louca pra me pegar e me dar uns sopapos. Isso porque a Dona Rabugenta convenceu todo mundo de que eu a tinha agredido verbalmente, fisicamente e todos os “entes” possíveis.

Ao ver aquilo, comecei a ficar tensa, porque eu não tive culpa de nem metade do que a velha dizia que eu tinha feito. Mas como eu ia me defender contra uma velha doida e convincente? Até tentei, mas de nada adiantava, até que o ponto crucial da situação foi ver o meu pai lá, no meio da multidão, aplaudindo a velha e apoiando a minha condenação.

ATÉ TU BRUTUS? Ao ver meu pai lá contra mim eu comecei a chorar loucamente e dizer “Pai, você não me conhece? Não sabe que eu jamais faria isso? Que eu nunca iria te decepcionar? Você não acredita em mim?!”.

Digno de um drama mexicano. Depois disso pensei seriamente em atuar no ramo televisivo, mas eu não devo ser tão talentosa na vida real. Até porque sou ruim com desfechos. Veja só, neste momento eu acordei. E ninguém no universo pôde saber se meu pai voltou a confiar em mim ou não, e que fim tomou a velha, com sua fome e seu xixi.

Droga.

Johnny Depp e os clones

24 out

Há muito tempo não tenho lembrado dos meus sonhos bizarros. E os que tenho lembrado não registro, então logo depois esqueço. Mas como desta vez o privilegiado de entrar no meu mundo onírico foi Johnny Depp faço questão de compartilhar. Mas calma, meninas, nada aconteceu entre a gente, sou uma senhora casada, viramos somente amigos de verdade. Mas nem tão de verdade assim…. Vc vai entender.

Do começo (se é que sonho tem começo):

Sabe-se lá porque eu sonhei que eu e mais alguém (?) ligamos para Johnny, que estava no Brasil e falava português muito bem, para dar uma volta de carro. Marcamos com ele um horário em uma esquina do subúrbio do Rio de Janeiro e incrivelmente ele aceitou. Nunca então eu havia falado com ele e para mim era uma celebridade inalcançável por nós, reles mortais.

Apesar de meu amigo  (que vou chamar de Oculto porque não me lembro da cara dele) e eu não acreditarmos que Johnny estaria lá, nos enganamos, e lá estava Depp com um chapéu maroto, uma camisa branca meio bata e seu cavanhaque já famoso. Nada foi  mudado no meu sonho em relação ao estilo de Johnny Depp.

JD (só para os íntimos) entrou no carro sem seguranças ou paparazzi e resolveu bater um papo bom sobre seu passado, suas histórias, o que ele curtia ou não etc. Infelizmente, não me recordo de nada. Só sei que a conversa foi longa porque em um instante já estávamos passeando em algo parecido com um shopping. Meu amigo Oculto contava coisas sobre seu passado, Depp se divertia e eu ouvia mais do que falava.

Na andança pelo  shopping cruzamos com outras celebridades, e pelo que eu me lembre, Lindsay Lohan estava lá, olha só que legal. Acho que os dentes dela estavam escovados.

Papo vai, papo vem, já no fim da conversa me aparece um outro Johnny Depp, dizendo que aquele  que estava conosco era uma fraude!! Ok, meninas, eu sonhei com 2 Johnny Depps.

Mas não tardou a aparecem os originais das celebridades que estavam ali comigo, confundindo minha realidade absurda e me fazendo acordar. Eu fiquei amiga de todos os clones genéricos das celebs. Oi?

Bom, foi isso. Nada bizarro, afinal, é comum batermos perna com atrizes e atores de Hollywood, mesmo que fakes, né?

Fica aí a fotinha de Johnny, o verdadeiro, pra vocês.

O jardim secreto se chama Costa Azul

3 jun

Tudo começa no metrô. É amigo, quem anda de transporte coletivo todo dia até sonha com ele. Pois bem, estava eu no metrô com a minha prima e íamos pra não sei onde, mas gostaríamos muito de ir sentadas nas cadeirinhas do metrô durante a vigem e não em pé amassadas pela galera. Por isso, prontamente eu fui correndo para o começo da fila (o metrô do meu sonho se parecia mais com o de São Paulo do que com o do Rio, que tem aquelas divisórias…). Chegou o metrô, eu entrei. Toda feliz e contente que eu tinha conseguido sentar, percebi que minha prima estava no mesmo carro que eu mas fora do meu campo de visão. Talvez se ela estivesse do meu lado eu não teria saltado na estação errada, como fiz.

Ao perceber que ela tinha seguido viagem e eu lá, na estação errada, como uma pamonha mole parada, logo me prontifiquei a esperar o outro carro do metrô. Mas agora com maior galerão querendo entrar.

Na plataforma, estava uma menina meio enrolada segurando uma caixa de madeira com uma tampa solta, e duas sacolinhas plásticas transparentes, uma com uma parte de cima de um biquíni e outra com a parte de baixo do mesmo biquíni.

Vendo aquela falta de jeito em segurar o material todo, ofereci ajuda a ela, ficando responsável por segurar uma das partes do biquíni embalada e a tampa da caixa de madeira. Quando o metrô parou na plataforma, percebi que havia agora um grande espaço entre o trem e a plataforma, na forma de um piscinão e as pessoas deveriam saltar sobre ele pra conseguir entrar no metrô.

A menina do biquíni facilmente saltou e entrou, mas eu, medrosa, com medo de cair na água e me molhar toda, não fui. Isso significa que fiquei com metade do material da menina comigo enquanto ela viajava com o resto.

No momento desespero, só vi a menina grudada na janela do metrô, falando desesperadamento algo que eu não ouvia, mas tentava entender por leitura labial. O que ela me disse pareceu “Costa Azul! Vai na Costa Azul!”. E minha leitura labial foi confirmada pelos passageiros curiosos ao meu redor.

Ok, já atrasada para o trabalho, chutei o balde e percebi que entregar o biquíni e a tampa da caixa de madeira na tal Costa Azul era mais importante para aquela menina do que qualquer outra prioridade. E lá fui eu em busca da Costa Azul! Segundo informações, essa tal de Costa Azul era uma loja e ficava num local de mesmo nome.

Algum tempo pedindo informações até que cheguei no tal do lugar chamado Costa Azul, que era um parque gigantesco e lindíssimo, situado na Zona Sul do Rio de Janeiro, em algum lugar que não sei dizer onde, mas infelizmente não existe de verdade.

Cara, parecia o jardim Real Britânico, misturado com aquele filme “O Jardim Secreto”, uma coisa maravilhosa demais pra ser verdade. Eu fiquei admirando aquilo e pensando “como eu nunca vim aqui antes?!”. Você não faz ideia, parecia a Disney natural. Algumas coisas curiosas estavam acontecendo naquele lugar. Uma delas era uma feira de produtos de Design, com uma decoração super legal e com produtos diferentes, outros artesanais. Mas o que importa era que era um local chamativo e estava lá um povo jovem, de calças coloridas e óculos Rayban ( e não era o Restart) vendo a exposição.

Como eu ainda queria trabalhar depois da missão, não parei pra ver a feira. Mas infelizmente encontrei um cara do meu trabalho lá na Costa Azul. Murphy presente até nos sonhos! Impressionante! O cara obviamente me perguntou o que eu fazia por lá, mas compreendeu claramente o meu ponto de vista quando contei sobre a menina do metrô. Interessante foi que eu não fiz a mesma pergunta pra ele pra saber os seus motivos né? Blargh, mas isso não interessava. Agora eu precisava achar a loja Costa Azul!

Passei por um lago com uma criatiura estranha que habitava lá, passei por mais jardins lindíssimos, passei por uma galeria de lojas e finalmente achei a tal da Loja Costa Azul! Era uma lojinha pequena, de biquínis! Parece que a menina do metrô estava fazendo algum trabalho pra eles e quando cheguei lá pra entregar o material, a atendente já estava com a embalagem da parte de cima do biquíni na mão, que a menina já tinha deixado lá. E a caixa.

Pronto, ufa. Missão cumprida. Atraso no trabalho, mas uma boa ação feita. Entre muitas loucuras, flores, biquínis e conversas com Murphy.

 

 

Macacus-humanus

3 mar

Querido amigo curioso, andei meio sumida daqui porque infelizmente meus sonhos tiraram umas férias. Estava difícil lembrar de mais algum e geralmente o despertador só atrapalha. Acordar todo dia com um despertador que faz um som de galo só me faz pensar, obviamente, no galo, e dar um pulo da cama achando que eu já perdi a hora.

Mas para minha surpresa, hoje eu sonhei algo e me lembro! Ok, foi bem curtinho, afinal acordei às 4h30min da manhã lembrando que eu tinha que colocar umas roupas pra lavar e transferir um arquivo do pendrive para o computador. Nesse caso é melhor mesmo eu levantar de madrugada do que deixar pra fazer as coisas de manhã. Já sei que não vou fazer mesmo.

Bom, vamos lá ao sonho curtinho entre as 5h e 7h da manhã de hoje.

Tudo começou com uma viagem. Eu e minha sogra estávamos viajando para uma casinha rústica no meio de um matagal não identificado. Na verdade, a casinha era tão rústica que mais parecia um cativeiro. Mas estava legal, eu curtia aquele momento selva ali.

A manhã passou e de noite veio a calmaria. À noite eu não sei pra onde tinha ido a minha sogra, porque eu estava sozinha na cama vendo um desenho do Pluto (?) projetado na parede (tecnologia no cativeiro!).

Quando a manhã chegou estavam na casa minha sogra e o irmão dela, que tinha acabado de cortar o cabelo, e isso eu me lembro bem, afinal ficou legal o corte de cabelo nele, hahah. Pela lógica, se é que sonho tem lógica, minha sogra deve ter cortado o cabelo dele, porque na selva fica complicado encontrar cabeleireiro.

Com a galera ali reunida, resolvemos dar uma volta. E eu, cabeça de vento, esqueci as janelas abertas.

No caminho lembrei que meu pai tinha me dado um precioso aviso antes de eu sair de casa: “Cuidado que pra onde você vai tem macaco com cara de gente”.

Uma pausa para uma breve reflexão para os sonhos que envolvem meu pai. Não sei porque mas as frases mais célebres dos meus sonhos vêm dele, como no sonho anterior, do microondas que ele encara os bandidos e no sonho do Voando Baixo que meu pai me liga pra dizer que eu tô voando com a busanfa passando perto das pessoas.

Voltando ao sonho atual, com mais uma frase memorável do meu pai sobre os macacos com cara de gente, o que se sucedeu foi que eu esqueci desse detalhe. Poxa, com as janelas abertas a casa ia ficar cheia de macaco-gente!

Quando voltei, obviamente tinha macaco na casa. Mas não era da espécie macacus-humanus, mas era miquinho desses que a gente vê em um passeio ao Pão de Açúcar…

Mas de repente, quando olho pra baixo, vejo um mico, pequeninho, assustador. Uma coisa bizarra, pior que montagem mal-feita de Photoshop: um macaco cara de gente!

Gente, o bicho tinha cara de um homem de uns 30 anos, narigudo, nada bonito. Mas diferente do que eu pensava, não pensava como gente e nem falava. Ficava mostrando os dentes e fazendo barulho de macaco “qui qui qui qui qui“. Se eu fosse você imaginaria essa cena ridícula. Um mini macaco, com cara de um homem de 30 anos, mas em miniatura, mostrando os dentes e fazendo grunhidos de macaco. No sonho eu achei aquilo muito fofo e deixei o bicho gente dar uma volta pela casa.

Depois que ele se foi, a galera resolveu voltar pra casa também, afinal, já tinha acontecido coisa interessante suficiente pra somente 2 horas de sonho.

 

Escher, Grazi e o microondas

5 jan

Este sonho deve ter uma duas semanas. Aliás, faz um tempinho que não me lembro integralmente dos meus sonhos. Só de fatos espaçados como o de dois dias atrás, em que eu estava num porão de uma escola em Santa Tereza e precisava libertar 6 espíritos de crianças que estavam atormentadas por um pirata ensaguentado. Acho que eu tenho um subconsciente meio infantil..

Bom, vamos ao sonho que dá título ao post de fato.

Tudo começou numa viagem de uns casais amigos para passar uma temporada no apartamento de alguém, dentro de um condomínio. Não faço ideia de onde era, mas era um condomínio simples, singelo e honesto. Sei que entre esses amigos estava a Grazi Massafera. Não, eu não conheço a Grazi, mas provavelmente ela aparece tanto na TV que entrou nos meus sonhos também.

Todos estavam de carro, estacionaram e foram subir para o tal apartamento. Meu amigo, rolou um Escher feelings total, era tanta escada pra tanto lado, que dava no mesmo lugar e em andares diferentes, que o negócio estava ficando tenso. E o pior que os andares nem eram coloridinhos, era tudo no mais puro azul que uma tinta já pôde pintar.

Finalmente chegamos na casa do morador do prédio à la Escher. Fomos todos dormir. Dormiam mais de 3 pessoas no quarto, maior muvucada, cama, colchonete. Faltou só a baratinha passeando pelo chão. No meu quarto estavam meu marido, eu, a Grazi e mais alguém que não estava lá quando eu dormi nem estava mais no quarto de manhã e eu fiquei sem saber quem era.

Quando todos acordaram percebi que a Grazi tava de gracinha com meu marido. Estava lá ela se insinuando, de baby doll, sorrisinho pra cá, pra lá, querendo abraçar pra dar bom dia e nhé nhé nhé, e… Olha, eu não quis nem saber se era a Grazi ou não e fiz uma coisa que na vida real eu não faço: ARMEI O MAIOR BARRACO.

Xinguei a Grazi disso, daquilo, dei lhe uns puxões de cabelo e fui embora. Boladona, boladona. Agora pare e reflita. Em que mundo a Grazi estaria num apartamento apertadinho, de baby doll, dando em cima do meu marido? Ok, não responda.

Depois de eu acabar com o passeio divertido de todo mundo, fomos almoçar. Durante o almoço eu fiz uma coisa que eu não deveria e me senti uma besta por fazer: pedi desculpas à Grazi. Não queria ficar mal com ninguém, pedi desculpas e dei um sorrisinho amarelo fingindo ser amiguinha. Desnecessária essa parte do sonho. Aff.

No fim das contas, fomos embora. Eu, meu marido, meu pai e minha mãe, que apareceram não sei como no fim do sonho. Entramos no carro, meu marido no volante, eu no carona e meus pais no banco de trás.

Você acha que acabou? Nãããoooo. Ainda tem mais, néim.

Na rua tinha um grupo de mal encarados só esperando o nosso carro passar. E tivemos que passar, não tinha outra alternativa. Eram 3 ou 4 caras e mandaram a gente parar. Todos tinham um pedaço de madeira ou ferro na mão e era óbvio que a gente ia se dar mal.

Eles vieram gritando, quebrando os vidros e amassando o carro e eu encolhida no banco, chorando, minha mãe gritando, meu marido estático e meu pai, só pra ser diferente, foi dar uma de machão.

Meu pai, já na sua terceira idade, resolveu sair do carro e gritar com os caras: “QUER MATAR? PEGA LOGO O FUZIL ENTÃO!”. Dedique 4 segundos da sua vida imaginando essa cena.

Olha, quando meu pai falou isso, aí sim começou a choradeira e gritaria dentro do carro. Se fosse de manhã na vida real, eu poderia jurar que aquela gritaria no sonho tinha algo relacionado com o alarme despertador. Mas não tinha não. Pelo menos eu acho.

Nisso, um dos caras do lado negro da força aponta para um cilindro de aço no outro lado da rua, com uma chaminé, o que parecia mesmo um fornão, e diz: “O SENHOR AÍ, VAI PRO FORNO”. Meu pai ficou mais pálido que uma vela e teve que ir em direção ao forno na marra. Aí sim, eu acordei.

Moral da história: se a Grazi der em cima do seu marido, vá logo embora antes que uma gangue inspirada no Tropa de Elite cerce o seu carro e mande seu pai pro forno.

 

Tom Cruise, o atentado e o choque

6 dez

Meu último sonho, da noite de sexta pra sábado foi bem longo, até porque acordar às 14:30 requer muita atividade cerebral em REM. Mas com tanto conteúdo subconsciente eu só me lembro que a história toda envolveu o Tom Cruise, um navio, incluindo minha mãe, prima e tia, e um atentado terrorista com direito a choque de 220Volts.

A parte do Tom Cruise eu realmente não me lembro muito bem, só sei que ele devia estar meio chapado pra sorrir tanto. Era tipo um restaurante, estava cheio de mulheres e ele lá , sentado, sorrindo pra todo mundo feliz e contente. Não me pareceu muito normal porque já tinha uma galera tensa ali. Será que ele já estava no navio que teve o atentado? Sinceramente não sei.

A parte do atentado que foi mais completinha.

Estava eu na proa do navio sozinha, caminhando de noite por lá. O ambiente era meio sinistro, escuro, cores mortas e tudo indicava que aquilo não ia dar certo. Aquele clichezão todo de cena de terror não ia resultar em festinha. Aí vejo um cara todo de preto passando na sombra (mais clichê de filme anos 80), vindo na minha direção. Não tinha onde eu me esconder.

De repente esse cara vem falar comigo, discretamente, sem gritar nem violentar, que ia instalar um dispositivo em mim e era pra eu ficar quietinha na boa, que ele ia colocar o dispositivo no meu dedo da mão e não ia adiantar fazer nada que não ia ter como tirar. Obviamente eu imaginei que o tal dipositivo era uma bomba, um chip explosivo, algo assim. E pela cara dele sarcástica, parecia mesmo.

Eu não queria explodir. Muito menos sabendo que minha mãe, prima e tia estavam no navio e iam ver essa cena. Mas fiquei quietinha, tremendo dos pés à cabeça.

O cara de preto pegou minha mão e encostou uma caixinha preta com duas pontas, tipo anteninhas, e um botão. Sei que quando olhei pra caixinha estava escrito: 220 Volts.

Meu amigo, quando eu li isso e pensei no choque que eu ia tomar, fora o tal dispositivo que ia entrar no meu querido dedão, eu comecei a berrar que nem uma louca (aliás tentar berrar, porque a voz saía baixinha, baixinhaaa). O cara me segurava pelo braço e me puxava, e eu relutava e gritava, até que vi minha mãe e minha prima passando por um corredor próximo. Quando elas me viram, eu falei um Socorro mega desesperado, chorando. Nessa hora eu sei lá como me soltei do terrorista elétrico e fui correndo pra perto delas e corremos e corremos muito lá dentro daquele navio.

O cara de preto sumiu, ficou aquele clima de tensão no ar e eu pra variar… Acordei.

Isso tudo pode ter sido um aviso do meu cérebro pra me fazer acordar, já que eram 14:30 da tarde e o Tom Cruise tinha compromissos mais importantes do que ficar rindo dentro do meu sonho. Só por causa disso hoje não tem ilustra, só uma foto do Tom Cruise. Sorrindo, claro.

 

 

 

Aborto de plástico

3 dez

Mais um da lista das antiguidades. Esse é do tempo de escola. Só pra entender, estava na época do boom daquelas mochilinhas de plástico, infláveis com gominhos. Eu não tinha uma, mas muitas menininhas tinham.

Vamos ao sonho:
Estava eu com minhas amigas conversando na hora do recreio, no pátio da escola. No sonho eu tinha uma mochila inflável. Papo vai, papo vem, começamos a falar sobre gravidez. Eu devia ter uns 13 ou 14 anos na época do sonho, o que é considerado pouca idade pra engravidar, novinha. Ah, lembrando a todos, EU NÃO ESTAVA GRÁVIDA na realidade, ok? Só pra reforçar, hahahaha.

Nesse papo de gravidez, de zoeira, peguei a mochilinha e coloquei por baixo da camisa do uniforme do colégio. A camisa era larga mesmo, então dava até um mochilão até se eu quisesse. Por um momento de amnésia, olhei pra minha barriga e absorvi a ideia de que estava grávida!! Eu nem por um segundo me toquei que era uma mochila de plástico. Pra mim aquilo era um bebê de 7 meses já. Como sonho é sonho, nem discuto o porquê de eu achar que estava grávida em um centésimo de segundo… Mas o fato é que pra mim, eu ia ser mãe.

Saí assustada pelo pátio anunciando que eu estava grávida. Eeee, que alegria. Algumas amigas vieram me abraçar. Outros me olhavam de rabo de olho, olho torto. Mas no geral, ficou todo mundo feliz e contente, falando sobre chá de bebê, enxoval, nome de criança e não sei mais o quê.

Tão feliz estava eu que fui andar serelepe pelo corredor da escola e vi um papel pregado no mural, li e me acabei de rir. Mas eu gargalhava demais no sonho com o que estava escrito no papel. Era uma piada excelente. Ou eu não estava muito normal no sonho, ou a piada era realmente tão boa que eu nem me lembro. Isso pode ser bom, porque se eu lembrasse que era sem graça seria mais uma frustração no sonho.

Depois da crise de riso, voltei pro pátio, fui dar uma corridinha (?) e de repente, BLOFT.
A bolsa caiu! Não, não foi a bolsa que estourou, caiu mesmo. A mochila de plástico caiu no chão!

Eu abortei uma mochila.
Nesse momento eu senti a maior frustração da minha vida por descobrir que minha gravidez, que eu estava acreditando, era uma farsa.

Sabe como é a sensação de abortar uma mochila para uma quase mãe?! Pois é , eu descobri.

Mas o pior não foi isso. Todos os meus amigos, professores, alunos e até quem eu não conhecia, se bobear, começaram a correr atrás de mim pra me bater, me chamando de farsante e enganadora. Gritavam comigo e eu corria, corria, corria, corrriiiiaa… Até que acordei.

Olha, na boa, acho que com uma ou outra adaptação isso viraria um seriado mexicano. Ah, eu nunca comprei a tal mochila de plástico nem antes nem depois disso. Vai que ela me engravida de novo.

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