Aborto de plástico

3 dez

Mais um da lista das antiguidades. Esse é do tempo de escola. Só pra entender, estava na época do boom daquelas mochilinhas de plástico, infláveis com gominhos. Eu não tinha uma, mas muitas menininhas tinham.

Vamos ao sonho:
Estava eu com minhas amigas conversando na hora do recreio, no pátio da escola. No sonho eu tinha uma mochila inflável. Papo vai, papo vem, começamos a falar sobre gravidez. Eu devia ter uns 13 ou 14 anos na época do sonho, o que é considerado pouca idade pra engravidar, novinha. Ah, lembrando a todos, EU NÃO ESTAVA GRÁVIDA na realidade, ok? Só pra reforçar, hahahaha.

Nesse papo de gravidez, de zoeira, peguei a mochilinha e coloquei por baixo da camisa do uniforme do colégio. A camisa era larga mesmo, então dava até um mochilão até se eu quisesse. Por um momento de amnésia, olhei pra minha barriga e absorvi a ideia de que estava grávida!! Eu nem por um segundo me toquei que era uma mochila de plástico. Pra mim aquilo era um bebê de 7 meses já. Como sonho é sonho, nem discuto o porquê de eu achar que estava grávida em um centésimo de segundo… Mas o fato é que pra mim, eu ia ser mãe.

Saí assustada pelo pátio anunciando que eu estava grávida. Eeee, que alegria. Algumas amigas vieram me abraçar. Outros me olhavam de rabo de olho, olho torto. Mas no geral, ficou todo mundo feliz e contente, falando sobre chá de bebê, enxoval, nome de criança e não sei mais o quê.

Tão feliz estava eu que fui andar serelepe pelo corredor da escola e vi um papel pregado no mural, li e me acabei de rir. Mas eu gargalhava demais no sonho com o que estava escrito no papel. Era uma piada excelente. Ou eu não estava muito normal no sonho, ou a piada era realmente tão boa que eu nem me lembro. Isso pode ser bom, porque se eu lembrasse que era sem graça seria mais uma frustração no sonho.

Depois da crise de riso, voltei pro pátio, fui dar uma corridinha (?) e de repente, BLOFT.
A bolsa caiu! Não, não foi a bolsa que estourou, caiu mesmo. A mochila de plástico caiu no chão!

Eu abortei uma mochila.
Nesse momento eu senti a maior frustração da minha vida por descobrir que minha gravidez, que eu estava acreditando, era uma farsa.

Sabe como é a sensação de abortar uma mochila para uma quase mãe?! Pois é , eu descobri.

Mas o pior não foi isso. Todos os meus amigos, professores, alunos e até quem eu não conhecia, se bobear, começaram a correr atrás de mim pra me bater, me chamando de farsante e enganadora. Gritavam comigo e eu corria, corria, corria, corrriiiiaa… Até que acordei.

Olha, na boa, acho que com uma ou outra adaptação isso viraria um seriado mexicano. Ah, eu nunca comprei a tal mochila de plástico nem antes nem depois disso. Vai que ela me engravida de novo.

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