Escher, Grazi e o microondas

5 jan

Este sonho deve ter uma duas semanas. Aliás, faz um tempinho que não me lembro integralmente dos meus sonhos. Só de fatos espaçados como o de dois dias atrás, em que eu estava num porão de uma escola em Santa Tereza e precisava libertar 6 espíritos de crianças que estavam atormentadas por um pirata ensaguentado. Acho que eu tenho um subconsciente meio infantil..

Bom, vamos ao sonho que dá título ao post de fato.

Tudo começou numa viagem de uns casais amigos para passar uma temporada no apartamento de alguém, dentro de um condomínio. Não faço ideia de onde era, mas era um condomínio simples, singelo e honesto. Sei que entre esses amigos estava a Grazi Massafera. Não, eu não conheço a Grazi, mas provavelmente ela aparece tanto na TV que entrou nos meus sonhos também.

Todos estavam de carro, estacionaram e foram subir para o tal apartamento. Meu amigo, rolou um Escher feelings total, era tanta escada pra tanto lado, que dava no mesmo lugar e em andares diferentes, que o negócio estava ficando tenso. E o pior que os andares nem eram coloridinhos, era tudo no mais puro azul que uma tinta já pôde pintar.

Finalmente chegamos na casa do morador do prédio à la Escher. Fomos todos dormir. Dormiam mais de 3 pessoas no quarto, maior muvucada, cama, colchonete. Faltou só a baratinha passeando pelo chão. No meu quarto estavam meu marido, eu, a Grazi e mais alguém que não estava lá quando eu dormi nem estava mais no quarto de manhã e eu fiquei sem saber quem era.

Quando todos acordaram percebi que a Grazi tava de gracinha com meu marido. Estava lá ela se insinuando, de baby doll, sorrisinho pra cá, pra lá, querendo abraçar pra dar bom dia e nhé nhé nhé, e… Olha, eu não quis nem saber se era a Grazi ou não e fiz uma coisa que na vida real eu não faço: ARMEI O MAIOR BARRACO.

Xinguei a Grazi disso, daquilo, dei lhe uns puxões de cabelo e fui embora. Boladona, boladona. Agora pare e reflita. Em que mundo a Grazi estaria num apartamento apertadinho, de baby doll, dando em cima do meu marido? Ok, não responda.

Depois de eu acabar com o passeio divertido de todo mundo, fomos almoçar. Durante o almoço eu fiz uma coisa que eu não deveria e me senti uma besta por fazer: pedi desculpas à Grazi. Não queria ficar mal com ninguém, pedi desculpas e dei um sorrisinho amarelo fingindo ser amiguinha. Desnecessária essa parte do sonho. Aff.

No fim das contas, fomos embora. Eu, meu marido, meu pai e minha mãe, que apareceram não sei como no fim do sonho. Entramos no carro, meu marido no volante, eu no carona e meus pais no banco de trás.

Você acha que acabou? Nãããoooo. Ainda tem mais, néim.

Na rua tinha um grupo de mal encarados só esperando o nosso carro passar. E tivemos que passar, não tinha outra alternativa. Eram 3 ou 4 caras e mandaram a gente parar. Todos tinham um pedaço de madeira ou ferro na mão e era óbvio que a gente ia se dar mal.

Eles vieram gritando, quebrando os vidros e amassando o carro e eu encolhida no banco, chorando, minha mãe gritando, meu marido estático e meu pai, só pra ser diferente, foi dar uma de machão.

Meu pai, já na sua terceira idade, resolveu sair do carro e gritar com os caras: “QUER MATAR? PEGA LOGO O FUZIL ENTÃO!”. Dedique 4 segundos da sua vida imaginando essa cena.

Olha, quando meu pai falou isso, aí sim começou a choradeira e gritaria dentro do carro. Se fosse de manhã na vida real, eu poderia jurar que aquela gritaria no sonho tinha algo relacionado com o alarme despertador. Mas não tinha não. Pelo menos eu acho.

Nisso, um dos caras do lado negro da força aponta para um cilindro de aço no outro lado da rua, com uma chaminé, o que parecia mesmo um fornão, e diz: “O SENHOR AÍ, VAI PRO FORNO”. Meu pai ficou mais pálido que uma vela e teve que ir em direção ao forno na marra. Aí sim, eu acordei.

Moral da história: se a Grazi der em cima do seu marido, vá logo embora antes que uma gangue inspirada no Tropa de Elite cerce o seu carro e mande seu pai pro forno.

 

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