O jardim secreto se chama Costa Azul

3 jun

Tudo começa no metrô. É amigo, quem anda de transporte coletivo todo dia até sonha com ele. Pois bem, estava eu no metrô com a minha prima e íamos pra não sei onde, mas gostaríamos muito de ir sentadas nas cadeirinhas do metrô durante a vigem e não em pé amassadas pela galera. Por isso, prontamente eu fui correndo para o começo da fila (o metrô do meu sonho se parecia mais com o de São Paulo do que com o do Rio, que tem aquelas divisórias…). Chegou o metrô, eu entrei. Toda feliz e contente que eu tinha conseguido sentar, percebi que minha prima estava no mesmo carro que eu mas fora do meu campo de visão. Talvez se ela estivesse do meu lado eu não teria saltado na estação errada, como fiz.

Ao perceber que ela tinha seguido viagem e eu lá, na estação errada, como uma pamonha mole parada, logo me prontifiquei a esperar o outro carro do metrô. Mas agora com maior galerão querendo entrar.

Na plataforma, estava uma menina meio enrolada segurando uma caixa de madeira com uma tampa solta, e duas sacolinhas plásticas transparentes, uma com uma parte de cima de um biquíni e outra com a parte de baixo do mesmo biquíni.

Vendo aquela falta de jeito em segurar o material todo, ofereci ajuda a ela, ficando responsável por segurar uma das partes do biquíni embalada e a tampa da caixa de madeira. Quando o metrô parou na plataforma, percebi que havia agora um grande espaço entre o trem e a plataforma, na forma de um piscinão e as pessoas deveriam saltar sobre ele pra conseguir entrar no metrô.

A menina do biquíni facilmente saltou e entrou, mas eu, medrosa, com medo de cair na água e me molhar toda, não fui. Isso significa que fiquei com metade do material da menina comigo enquanto ela viajava com o resto.

No momento desespero, só vi a menina grudada na janela do metrô, falando desesperadamento algo que eu não ouvia, mas tentava entender por leitura labial. O que ela me disse pareceu “Costa Azul! Vai na Costa Azul!”. E minha leitura labial foi confirmada pelos passageiros curiosos ao meu redor.

Ok, já atrasada para o trabalho, chutei o balde e percebi que entregar o biquíni e a tampa da caixa de madeira na tal Costa Azul era mais importante para aquela menina do que qualquer outra prioridade. E lá fui eu em busca da Costa Azul! Segundo informações, essa tal de Costa Azul era uma loja e ficava num local de mesmo nome.

Algum tempo pedindo informações até que cheguei no tal do lugar chamado Costa Azul, que era um parque gigantesco e lindíssimo, situado na Zona Sul do Rio de Janeiro, em algum lugar que não sei dizer onde, mas infelizmente não existe de verdade.

Cara, parecia o jardim Real Britânico, misturado com aquele filme “O Jardim Secreto”, uma coisa maravilhosa demais pra ser verdade. Eu fiquei admirando aquilo e pensando “como eu nunca vim aqui antes?!”. Você não faz ideia, parecia a Disney natural. Algumas coisas curiosas estavam acontecendo naquele lugar. Uma delas era uma feira de produtos de Design, com uma decoração super legal e com produtos diferentes, outros artesanais. Mas o que importa era que era um local chamativo e estava lá um povo jovem, de calças coloridas e óculos Rayban ( e não era o Restart) vendo a exposição.

Como eu ainda queria trabalhar depois da missão, não parei pra ver a feira. Mas infelizmente encontrei um cara do meu trabalho lá na Costa Azul. Murphy presente até nos sonhos! Impressionante! O cara obviamente me perguntou o que eu fazia por lá, mas compreendeu claramente o meu ponto de vista quando contei sobre a menina do metrô. Interessante foi que eu não fiz a mesma pergunta pra ele pra saber os seus motivos né? Blargh, mas isso não interessava. Agora eu precisava achar a loja Costa Azul!

Passei por um lago com uma criatiura estranha que habitava lá, passei por mais jardins lindíssimos, passei por uma galeria de lojas e finalmente achei a tal da Loja Costa Azul! Era uma lojinha pequena, de biquínis! Parece que a menina do metrô estava fazendo algum trabalho pra eles e quando cheguei lá pra entregar o material, a atendente já estava com a embalagem da parte de cima do biquíni na mão, que a menina já tinha deixado lá. E a caixa.

Pronto, ufa. Missão cumprida. Atraso no trabalho, mas uma boa ação feita. Entre muitas loucuras, flores, biquínis e conversas com Murphy.

 

 

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